Pé Torto Congênito: Diagnóstico Precoce e Tratamento Eficaz
O que é o pé torto congênito? O pé torto congênito, também chamado de pé equinovaro congênito, é uma das malformações musculoesqueléticas mais comuns ao nascimento, afetando cerca de 1 a 2 bebês a cada 1.000 nascimentos. O pé apresenta uma posição anormal: virado para baixo e para dentro, com o calcanhar elevado e a planta voltada para cima. Em aproximadamente metade dos casos, os dois pés são afetados.
Quando é identificado? Hoje em dia, o pé torto congênito pode ser detectado ainda durante o pré-natal, por meio da ultrassonografia morfológica. Mesmo quando não é identificado antes do nascimento, o diagnóstico é imediato ao exame do recém-nascido. Não há motivo para esperar: o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível.
Como é o tratamento? O método Ponseti é o padrão-ouro mundial para o tratamento do pé torto congênito. Ele consiste em manipulações suaves do pé seguidas da aplicação de gessos seriados, trocados semanalmente, que corrigem gradualmente a deformidade. Na maioria dos casos, ao final das aplicações, uma pequena cirurgia para alongar o tendão de Aquiles é necessária. Após a correção, a criança usa uma órtese (“botinha” com barra) para manter o resultado, principalmente durante o sono, até por volta dos 4 anos de idade.
Qual é o resultado esperado? Quando tratado adequadamente e de forma precoce, o pé torto congênito tem excelentes resultados. A criança cresce com um pé funcional, sem dor, capaz de usar calçados normais e praticar atividades físicas sem restrições. A adesão ao tratamento, especialmente ao uso da órtese, é fundamental para evitar recidivas.
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